“O vinho é como a vida para os homens, se bebido com moderação. Que vida pode existir para aqueles que não têm vinho? O vinho foi criado para a alegria dos homens.”Eclesiástico 31,27

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cortonaview.jpgCortona

O fascínio de um universo de cultura, arte e natureza


E onde não há vinho não há amor; e nenhum outro deleite têm os homens.
Eurípides (480-406 a.C.)

 

Do alto da Fortaleza Medici, a paisagem do Vale do Chiana que se abre diante dos olhos é de extraordinária beleza: o horizonte se estende até os montes Cetona e Amiata, repleto de pontos prateados de oliveiras, procissões de ciprestes, campanários e cúpulas antigos e igrejas magníficas, além de fazendas, de vilas cercadas de vinhedos e do espelho azulado do Lago Trasimeno. Tudo é encanto nas terras que cercam a colina onde se ergue Cortona e sua história mítica, com a arte dos pintores Luca Signorelli, Pietro Berrettini e Gino Severini.

Não é possível separar a realidade descrita pela arquitetura e a paisagem repleta de vinhedos. Cortona é uma cidade desse vale encantado. E, se se quiser entender sua estrutura, ao mesmo tempo, sua abertura para o infinito, se se quiser experimentar a emoção de sua história, desde a origem etrusca até a paz dos eremitérios franciscanos e a arte soberba das humildes igrejas paroquiais; se quiser descobrir uma paisagem capaz de formar e direcionar o comportamento humano; e se, finalmente, se quiser entender a vocação cosmopolita desse lugar, deve-se visitá-lo tranquilamente, interrogá-lo com curiosidade, cortejá-lo amorosamente.

Conhecida em todo o mundo pela beleza do cenário e por ser um dos sítios arqueológicos de maior interesse para os estudos da civilização etrusca, não se pode ignorar uma das características mais importantes de sua história. Entre muitos, o cultivo de vinhedos é uma das características de Cortona mais marcante da história dessa Terra. Deve-se portanto, chegar até os etruscos para encontrar os maiores produtores e consumidores de vinho.

Na modernidade, os toscanos começaram a produzir a bebida entre os séculos IX e X, mas seus antepassados já tinham ​​em seu panteão pessoal um deus do vinho, Fufluns. Entre os etruscos, desde o século VII a.C., o vinho estava presente em banquetes e era usado em cerimoniais. Mais tarde, tornou-se bebida popular, e não apenas entre as camadas aristocráticas. Na região, o amor pelo vinho e sua cultura refinada são atestados pela literatura, tanto na recém-descoberta Tabula cortonensis (um artefato etrusco, feito de bronze e com mais de dois mil anos de idade, que traz inscrições sobre um vinhedo) como em representações figurativas e túmulos. Ainda no século I d.C., Plínio, o Jovem, menciona em suas cartas o que considera um bom vinho branco, ao qual chama Cortona Etesíaca. No século XVI, o Papa Paulo III, reconhecido gourmet, também gostava dos vinhos da cidade. Trezentos anos depois dele, de Roma o poeta Giosuè Carducci, outro conhecedor de vinhos, escreve à sua mulher, Elvira, em 8 de dezembro de 1886: "Encontrei na casa de um amigo meu um vinho toscano de Cortona incrível: ele vai trazer um barril...".

O Consórcio DOC Cortona brotou dessa tradição cultural, na Primavera do ano 2000, com o objetivo de proteger e controlar a qualidade da produção do vinho da região e promover o conhecimento da bebida.

Hoje, a região conta com 22 produtores, entre os quais a Fazenda Fabbri, na localidade de Montanare: uma complexa estrutura arquitetônica que remonta ao século XVIII. Desde 1990, o atual proprietário, Marco Giannoni, ampliou a área plantada com vinhas e produz excelentes Chardonnnays, Sauvignons, Cabernets , Syrahs…Todos eles fruto de paixão, profissionalismo e respeito ao meio ambiente.

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Do alto de seus 585 metros, Cortona se debruça para as vastas e harmoniosas paisagens do Vale do Chiana, salpicadas de moradias, quintas e vinhedos ordenados, testemunhas da excelência antiga e histórica de seus vinhos. E se, na Antiguidade, Plínio, o Jovem falava de um apreciado vinho branco de Cortona a que chamava Etesíaca, muito tempo depois, já no Renascimento, o papa Paulo III ainda gostava de fazer grandes provisões do produto destas vinhas e, no século XIX, o poeta Carducci buscou muitas vezes inspiração poética diante de um barril do “maravilhoso vinho” de Cortona.

O dinamismo cultural da cidade se evidencia por suas inúmeras iniciativas culturais. Uma delas é o Tuscan Sun Festival, com concertos e exposições que trazem a Cortona artistas de renome internacional. Já a Associação de Recuperação e Valorização das Instituições Históricas da Cidade de Cortona trouxe à luz a história dos órgãos de Cortona, como o de São Francisco, de 1483, e da escola de órgãos cujo ilustre expoente, Francesco d'Andrea, em 1473, trabalhou com Lorenzo di Jacopo da Prato no órgão de São Domingos em Siena. A Academia Etrusca, por sua vez, é uma das mais antigas e prestigiadas escolas de arte na Europa. E a Academia dos Audazes, projetada por Carlo Gatteschi em 1854, por encomenda das mais importantes famílias de Cortona, recebe, há mais de um século, grandes espetáculos.

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